Um monstro na casa do ensino, por Victor Leandro

29/06/2020

Não, não será semipresencial. Também é errado chamar de EaD. Essas categorizações não cabem no que está definido.

Mas o que será então? Um nada, um qualquer coisa, um signo vazio para que escolhamos com o que preencher? Ou simplesmente o nome a ser dado para nossa indeterminação, para o que possamos realizar independente do resultado que tenha, a fim de cumprir sem falhas o lema de que não podem parar os estudos?

Não sabemos. Mas, seguramente, há quem saiba. Sempre existe uma intenção deliberada por detrás das cortinas.

Nada de ornitorrinco. Esse é passível de ser estudado e esclarecido. Já o que se tem aqui é um monstrinho dentro da sala, cuja tarefa é tornar precário o processo de estudo. Não se define porque não convém definir. Deixe como está, para ver como a privatização fica.

De todo modo, o tal monstro tem nome. É o ensino não-presencial.

Mas pode chamar de ultraliberalismo educativo. Ou fim do ensino público.