Sobre a Violência, por Bruno Oliveira

20/04/2020

O bolsonarismo é movimento cultural do medíocre que se eleva, pela força da quantidade, ao poder. Mesmo que o seu representante maior saia da cadeira da presidência, o seu movimento, que levou uma quantidade considerável de tempo para se construir, continuará a influir pela sociedade em todos os âmbitos (político, cultural, ético, moral, etc.). O bolsonarismo é muito maior que o seu representante.

Outro fato importante a salientar, mas que todos já sabem: bolsonarismo é o novo fascismo brasileiro. Todos os atos e discursos dos seus adeptos nada mais são do que posturas autoritárias: vide o que aconteceu no último domingo: pedidos de fechamento das instituições e gritos acalorados do retorno do AI-5 (algo que também não é nada novo para esse tipo de gente) - e com o aval do presidente.

Não há diálogo possível com quem fecha com o bolsonarismo. Quer dizer, há um e talvez num futuro bem próximo seja a única forma de se fazer ouvir: a violência. Marx já andava a dizer em sua Contribuição à Crítica da Filosofia de Hegel: "a força material só será abatida pela força material". Até mesmo Carlos Nelson Coutinho em sua obra Contra a corrente: ensaios sobre democracia e socialismo já nos alertava que o único diálogo com fascistas é a violência revolucionária.

Bem, de qualquer forma, é necessária a ruptura. Esta não será feita com "bom dia. Por favor, saia do poder, porque você está errado".