Poema sem título - por Miller Brito

25/05/2020

O mesmo rito diário
Sem ter o que iluminar
Sem poder derreter-se
Condenada ao eterno
Jogando quentes lágrimas
Nas incuráveis feridas.


Criou ela a gaiola
Aprisionou a pobre criatura
Encantou-se com aquilo
Era preciso ir além
Engaiolou a dignidade.


Publicado originalmente no blog https://poetadasamarguras.blogspot.com/2020/05/sem-titulo.html?m=1