Os crimes do antifascismo, por Victor Leandro

04/06/2020

O suposto presidente se manifestou, o vice também. Aos seus olhos, no Brasil de hoje, é criminoso ser antifascista.

Lisonjeiro, claro, um imenso elogio. Quem não quer ser abominado por esse antigoverno? Do ponto de vista Nietzscheano, a única coisa a lamentar é a assimetria em relação ao oponente. O antifascismo é uma causa muito grande para um inimigo tão pequeno. De todo modo, vale sem dúvida o reconhecimento.

Mas deixemos de lado as impressões subjetivas. Olhemos para o sentido social de tais eventos. Neste, fica patente a relevância da iniciativa, que, mesmo num cenário limitado pelo caos pandêmico, conseguiu assustar as hordas antigovernistas a ponto de não só quererem deslegitimar os atos, mas fazê-los oprimidos pela força da lei. Indubitavelmente, o movimento é a maior ameaça popular a Bolsonaro e seus asseclas desde seu princípio.

É o grande sinal do declínio do estado vigente, e de uma outra possível ordem a ser construída. Tudo que cabe agora é seguir no mesmo ritmo.

Assim, diante das acusações impetradas, os antifascistas declaram-se culpados. Eles assumidamente defendem a democracia. Subversão dos valores burgueses: é também isso que pregam.

Condenados, eles anunciam o novo dia.