Os 30%, por Victor Leandro

30/04/2020

São 30%, não mais que isso. É a conta brasileira do fascismo.

Sustentam as imbecilidades do antigoverno, propagam suas mentiras, disseminam com credulidade sua ilusão. Aceitam as conspirações velhas e ridículas, sem passar pelo menor crivo crítico.

Mas não o fazem pela causa, e sim por verem ali o espelho. Nas vidraças do planalto, está sua imagem perfeita. Um ajuntado grotesco de estupidez e ignorância, humor vulgar e verborragia estéril. Toda a mediocridade de suas distrações virtuais e conversas de fim de semana convertida em decretos e medidas provisórias. A apoteose oficializada do ridículo.

Somem-se aí o ódio, a indiferença para com a vida, o culto apegado ao dinheiro sem nem mesmo tê-lo, a exaltação do chicote dos opressores, a bajulação dos ricos.

O resultado é o que se vê na pandemia. Carreatas e gritos nas ruas, negações do óbvio e do cientifico. Se adoecem, se morrem, os demais duvidam. Não conseguem pensar além de si. São figura de estrito juízo.

Diante da dor humana, não sendo sua, não há lamento.

Eles são os 30%.