O protesto, a pandemia e o comodismo pseudocientifico, por Victor Leandro

01/06/2020

Sem dúvida, a questão se devemos realizar atos antifascistas durante a pandemia é pertinente. Seria um erro tratar essa dúvida com desmazelo. No entanto, é necessário, para seu maior esclarecimento, separar o que é válido cientificamente na discussão do que não passa de misticismo ou um excesso de zelo que se coadunam com a passividade e moralismo tão próprios de boa parte da social-democracia brasileira de tempos recentes.

Pensemos em Manaus. Sim, é claro que um evento desse tipo juntará pessoas, e acarretará um certo nível de proximidade. Mas os índices locais têm mostrado que existe algum espaço para reunir sem ampliar o perigo. De que maneira? Essa é a pergunta válida de um revolucionário. Há diversos estudos que dão conta de que, em ambientes abertos, tomadas as devidas precauções de distanciamento e uso de máscaras, excluindo-se ainda os que fazem parte dos grupos de risco, a possibilidade de contágio é bastante pequena, muito menor por exemplo do que um passeio em um Shopping. Logo, se respeitadas estritamente as medidas preventivas, são irrisórias as chances de produzir focos de contaminação.

Obviamente, todo esse cuidado requer uma grande organização e responsabilidade. Porém isso é o mínimo que se pode esperar de um movimento antifascista. Se é para agir da mesma forma que seus opositores, com ignorância e estupidez desenfreada, melhor seria que não fizessem nada em nenhum instante.

Quando perguntados se iremos ao supermercado na pandemia, o mais lógico é respondermos: "sim, por pura necessidade". Na luta contra uma política genocida, dá-se o mesmo.

Vamos em frente.

Abaixo o antigoverno.


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