O objeto autêntico da revolta ou E Daí? contra a criação destruidora, por Victor Leandro

29/04/2020

Muitas foram as lágrimas, muitos foram os gritos de ira.

Porém, já sabíamos, já sabemos. A estultice do Planalto extrapola qualquer limite do aceitável. É uma estupidez sem contrariedade, assumida, e que reverbera as linhas mais baixas do que dizem as vozes da ignorância humana.

Ou pior que isso, posto que as frases são na verdade signos ascendentes de uma política de morte que se efetiva nas vias perversas da letargia e indiferença.

Contudo, e, mais uma vez, não é isso que interessa, e sim as respostas que estão sendo dadas, os caminhos opostos escolhidos.

Enraivecer e chorar é muito pouco, não é nada. O que isso faz é tão somente ampliar as gargalhadas ao fundo. Para que elas cessem, é preciso agir, conclamar a todos para uma ação uníssona em torno de uma revolta transformativa, o que deve se dar com esclarecimento, mas também com o uso de uma fúria genuína e atuante. Que não se quebrem mais as portas dos hospitais, e sim as decisões torpes do antigoverno. É só nessa ordem rebelde e desarticuladora que poderemos fazer despertar um horizonte de mudança.

O tempo de lamentar já passou. É chegada a hora de uma autêntica revolta. Um novo país precisa emergir. Que demos boas-vindas à criação destruidora.