O FUNDEB e a falsa dialética da fome do não-governo, por Victor Leandro

21/07/2020

Os empregos ou os direitos. Essa frase foi dita ainda em campanha pelo suposto presidente. Animados, os eleitores concordaram, sem perceberem que o emprego só existe plenamente mediante direitos e seguridade garantidos.

Mas a lógica segue perseverando, e agora chega ao FUNDEB. Em mais um de seus sofismas, o ministro da economia jura que não pode mais conceder nenhum recurso. O país está no limite. Em vista disso, também sugere que parte dos valores sejam destinados ao novo bolsa-família, no que se coloca aqui a educação contra a subsistência. Ao pobre não é facultado ter os dois. Melhor que consiga ao menos continuar vivo.

Claro, todos sabem. É uma grande mentira. A grande jogada é optar por um para perderem-se todos. E assim o Estado guarda dinheiro, e economiza em impostos para as grandes fortunas. De resto, o ensino privado é que é o futuro.

E assim permanece o argumento, diante de aplausos delirantes, que asseveram a ignorância de quem acredita que não ter acesso a nada é a solução para a miséria, quando é essa mesma falta de acesso que produz uma população famélica e carente.

A educação, que poderia derrubar esse quadro de coisas, permanece na berlinda.