Quadrunvirato à brasileira, por Victor Leandro

07/04/2020

É no caos que o mundo se desconstrói. Porém, sempre surgem nele também novidades chamativas, alterações importantes para a humanidade em seu devir. Na cena difusa da política brasileira presente, encontramos a exata exemplificação dessas proposições.

É no caos que o mundo se desconstrói. Porém, sempre surgem nele também novidades chamativas, alterações importantes para a humanidade em seu devir. Na cena difusa da política brasileira presente, encontramos a exata exemplificação dessas proposições.

Senão, vejamos. Temos um presidente eleito, que não governa nada, mas que não pode ser afastado devido ao temor de convulsão social. Assim, seu papel se resume a espalhar insanidades e impropérios, devidamente ignorados, como se no lugar do rei tivéssemos o bobo da corte.

Por outro lado, existe uma junta articulada pelos líderes do senado e da câmara, os quais, juntamente com o ministro da casa civil, tocam as ações verdadeiramente importantes, e tão necessárias no momento da pandemia. São os que governam de forma efetiva.

Contudo, o bobo da corte ainda tem o poder institucional, o que implica que determinadas soluções não podem passar sem o seu crivo. Com isso, mudanças urgentes permanecem em suspenso, como a substituição dos titulares patéticos de vários ministérios.

Temos, desse modo, um curioso quadrunvirato, do tipo à brasileira, com todos os ingredientes de nossa rocambólica política.

Como este momento entrará para a história, não se pode dizer ainda. Contudo, o presente já padece de maneira dolorosa com essa grande dúvida.