Mas é só isso mesmo, Manaus?, por Victor Leandro

12/11/2020

O dia da votação se aproxima e, na capital amazonense, conforme indicam os institutos de pesquisa, está tudo praticamente como começou.

Caminhando para o segundo turno, lá estão os mesmos nomes, os mesmos rostos, e, o que é pior, os mesmos ultrapassados projetos de governo, como se o processo eletivo fosse tão somente a confirmação de nossa passividade, nosso empenho em preservar o iníquo estado de coisas.

Claro, a pandemia colaborou bastante para isso. A impossibilidade de grandes mobilizações - ao menos para os candidatos que seguiram as regras razoáveis de saúde - impediu que se fizessem intervenções mais agudas junto ao eleitorado, restringindo a campanha praticamente à TV e às redes sociais. Contudo, se olharmos para outras praças, especialmente São Paulo, onde a candidatura de Boulos decola apesar de seu irrisório tempo de televisão, veremos que somente essa causa não é suficiente, que existe algo mais profundo que nos empurra para a inatividade. Assim, é o caso de fazer perguntas mais rigorosos sobre essa completa ausência de dinamismo político.

Manaus nem sempre foi desse jeito. A cidade já elegeu Serafim Corrêa, num tempo em que eram mais fortes ainda as antigas oligarquias, bem como já deu outros ousados passos progressistas.

Cabe, portanto, meditar profundamente tais rumos.

Contudo, há tempo.

Vejamos a resposta das urnas.


*imagem - https://g1.globo.com/am/amazonas/eleicoes/2020/noticia/2020/10/14/pesquisa-ibope-em-manaus-amazonino-mendes-25percent-david-almeida-13percent-ricardo-nicolau-11percent-ze-ricardo-10percent.ghtml