Marx e Baudrillard: a crítica do fetichismo e suas reverberações na análise dos processos de virtualização, por Victor Leandro

30/06/2020

Fenômeno ascendente no mundo contemporâneo, o virtual tem se notabilizado por assumir uma ordem totalizante capaz de articular os atos mais cotidianos da vida social e também os que se atrelam aos macroprocessos político-econômicos, graças a sua velocidade de interação e poder de ruptura com as diretrizes determinadas do espaço e do tempo.

Contudo, tais processo, tão frequentemente ligados ao mundo pós-moderno, não deixam de ter uma ativa vinculação às categorias básicas e aos fundamentos da economia política, em especial no que diz respeito à mercadoria, a qual foi, desde as origens da sociedade burguesa até os dias de hoje, o componente central da organização do social controlado pela lógica de produção envidada pelo capitalismo.

Assim, para que se possa compreender a forma como o virtual se constituiu predominantemente, é necessário antes analisar as suas raízes fundantes, as quais se encontram fortemente definidas na crítica da economia política empreendida por Karl Marx, a qual, juntamente com a discussão sobre o simulacro feita por Jean Baudrillard, perfaz o curso que vai do fetiche da mercadoria ao estabelecimento do virtual.


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