Estética transcendental no passeio matinal, por Victor Leandro

05/07/2020

O espaço não existe. O que há são os indivíduos.

Desse modo, você anda. Mas não poderá encontrar ninguém. Se acaso houver isso, apenas um cumprimento ao longe. Que interessa a nós onde o momento ocorra? Estar em casa dá praticamente no mesmo.

Então é o que aprendemos. Os lugares são feitos de pessoas. Sem a subjetividade em encontro, ali não estamos: todos dentro em si vão permanecidos. A paisagem antes criadora transforma-se em mero pano de fundo. Alegra, talvez. Mas não vive coisa alguma.

Se retirarmos de um objeto as suas propriedades, resta somente o espaço. Eis o que a filosofia nos ensina.

Mas, e se retirarmos os outros, o que sobra?

Está aqui a praça ausente como uma suposição metafísica.