Enquanto a revolução não vem, por Victor Leandro

07/06/2020

Em O deserto dos tártaros, Dino Buzzati imagina a existência do soldado Drogo, que ao longo da vida preparou-se para a guerra, a qual, quando veio, encontrou-o já velho e doente, estando incapacitado para o combate.

Essa imagem, que poderia ser vista como a tônica dos movimentos de esquerda, na verdade afeta somente o esquerdista patológico, que ao fim da vida lamenta ter perdido tanto tempo com uma luta inglória, quando poderia dedicar-se somente a si mesmo.

Mas, para aqueles que não são Drogo, esta imagem serve apenas de alerta. Não teremos uma batalha se não formos até ela. Porém, no momento em que a encontrarmos, deveremos estar prontos, e essa preparação é o que se faz no caminho, elaborando mentalmente as estratégias vitoriosas. Este é o ponto em que a razão atua como prática.


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