É pandemia. O que o socialismo pode oferecer?, por Victor Leandro

26/05/2020

Corre, entre as alas fanáticas reacionárias, o argumento de que, por conta da pandemia, o mundo está sendo submetido a um processo de comunalização. Mais uma vez, o alarmismo conservador acerta em seu delírio e serve como grande publicitário das pautas progressistas, colocando-as em evidência e revelando que suas diretrizes são o caminho a ser seguido.

Verdade é que todas as soluções possíveis para a superação do cenário presente passam por iniciativas envidadas pelo socialismo. Da renda mínima ao sistema universal de saúde, o que se vê são ações pensadas tendo em vista as garantias de seguridade social tão caras aos defensores do humanitarismo revolucionário, e que têm sido propostas de modo sistêmico. Assim, o que se pode afirmar é que, mesmo à revelia, é a esquerda que detém a resposta efetiva para os graves problemas que se apresentam.

Mas claro, sabemos bem aonde vai dar isso. A experiência do bem-estar social já nos antecipou muito bem. Tão logo as coisas comecem a andar melhores, o liberalismo voltará a dar suas caras nefastas. Por isso, nesse momento, é fundamental que se torne cada vez mais claro que somente por uma via estrutural revolucionária poderemos produzir mudanças qualitativas permanentes, as quais constituirão o único antídoto social necessário para impedir novas escaladas de crises sanitárias e econômicas em nível mundial.

Assim, respondendo à questão inicialmente posta, o que o socialismo tem a oferecer é um novo mundo, o qual já vem sendo prenunciado de maneira tímida, embora seja urgente como nunca. Construamo-no, e não precisaremos mais nos afligir com outras pandemias, pois o verdadeiro vírus é que estará isolado em quarentena. Esta é a cura para a doença parasitária do vil capitalismo.