Bloomsday da pandemia, por Victor Leandro

16/06/2020

16 de junho. Hoje é o Bloomsday. Estamos no Norte e na pandemia.

Também porque não bebo. Tenho, ou tive, ou nunca houve, uma história difícil com o álcool. É melhor não começar. Freud que o diga.

Mas continuamos tendo o dia 16, não importa de que jeito. É preciso ir. Então vamos trafegar pela rua e esquina, e pensar literariamente, no devir do fluxo de consciência. E fazer um plágio descarado em flerte com o fracasso pois é praticamente impossível ser Joyce ainda que mesmo tivesse havido a chuva splinsplin gotas de água batendo em nós como Dublin o que me faltaria nesse espaço nesse tempo é o que se chama a mulher suas ideias seu corpo seus amantes aquela chamada Molly Bloom então dessa maneira eu não sou o Joyce eu desisto.

Esgotado, subo a escada. Pego o Ulisses. Objetiva. Bernardina Silveira. Isso ao menos. Perdão Houaiss, porque pequei.

Abre-se a página. Tudo vivo.

No monólogo infinito, espero a lua.