Artigo recusado, por Victor Leandro

18/12/2020

Quem atua no mundo acadêmico sabe. A grande maioria dos artigos rechaçados não são lidos. Não é possível que o sejam com tão rasas justificativas de negação. Mas, digamos que houve boa vontade, e não tempo.

O problema são os que têm o prazer de perseguir, mesmo quando não se sabe a quem se persegue. Daí, colocam frases ridículas porém pomposas, e ilações que, de tão esdrúxulas, não se consegue nem pensar como foram concebidas. Entretanto, em vez de causar vergonha, isso só amplia o prazer dos carrascos. Claro que não poderiam perder essa oportunidade. Afinal, não é todo dia que podemos açoitar alguém de maneira tão anônima e inconsequente.

Enquanto isso, do outro lado, fica ali o autor a sonhar com uma ideia estranha, a de encontrar um mínimo leitor sério, capaz de dizer qual a falha da produção e não um suposto adivinho de sua personalidade investigativa. Definitivamente, o misticismo está longe de sair da ciência como um todo.

De todo modo, não há outro jeito. Pelo bem ou mal científico, seguimos reforçando o fetiche do parecerista.