Amizade e revolução, por Victor Leandro

11/12/2020

Todos os amigos da revolução são meus amigos. É o princípio. Não que saia daí um reino mágico. Longe disso. Ainda estamos muitos nas neuroses e narcisismos, quer levemos Marx a sério ou não.

Ocorre, no entanto, que, diante do conflito inevitável, guardamos as armas mais contundentes. Estas ficam reservadas apenas ao estúpido fascista. Contra nós mesmos, usamos um grau a menos. Ou até mesmo só silêncio.

Claro, nem sempre assim que funciona. Às vezes, damos um diálogo por perdido, e o vínculo se rompe. É como é, embora pudesse ser de outra maneira.

Contudo, há o tempo adiante. Continuamos com um objetivo.

Juntos, ou distantes, olhamos igualmente para a estrela vermelha.