A Gigante Figura de Fabrício Silveira

25/05/2020

Em 2019, Fabricio Silveira esteve em Manaus. E o que deixou? Uma narrativa em exemplares poucos, esgotada tão logo posta vendida, na que cunhava a história de um gigante-atração, metáfora do espetáculo como síntese de inumanismo do consumo, ao qual ele de sua maneira trágica resistia. A atmosfera de estranheza se completa nas páginas com os desenhos de Denny Chang. Uma experiência linguístico-gráfica, articulada enquanto literatura de literatura.

E um mistério. Pensando bem, talvez nem isso forme certeza. Não se sabe ao certo aonde terão ido os restos mortais de Ugo Battista. Ou só ele soube, com sua clave mística de sonho. De todo modo, prossegue a ficção-não-ficção a deslindar caminhos ermos, nos quais se avista já de longe uma Gigante Figura.