A felicidade, descaradamente, por Victor Leandro

31/12/2020

Primeira das ilusões. Tolo achar que o ano termina hoje. Em Manaus, por exemplo, voltamos a março.

Mas há ainda outra maior. A história do período de aprendizado. O que foi ensinado a tais sujeitos? A contar corpos? A ouvir estultices e testemunhar a miséria humana e política em silêncio? Essas aulas parecem ter custado muitas vidas.

Contudo, acalmemo-nos. Falta falar da questão superior, que é a premência da felicidade. Por óbvio, esta só pode se dar nesses tempos de forma cretina. No entanto, vale lembrar que sempre foi assim. A fome e a doença nunca deixaram de estar ao lado das postagens de fotos e sorrisos.

Logo, para nos salvar da perversidade pura, só existe o caminho nietzscheano. Sim, o mundo é trágico e terrível, porém, contra sua virulência, eu me ergo com alegria. Mas não me venha falar que está tudo lindo.

De certa maneira, assim Marx também falou. É necessário romper com a mentira da felicidade conformada para buscar a verdadeira.

Desse modo, aqui com todos, e na via oposta de tudo que aí está, é como caminharemos.