A emergência do real, por Victor Leandro

01/06/2020

As investigações impetradas pelo STF contra a rede virtual de apoiadores do antigoverno caíram como uma avalanche de realidade sobre o seu castelo de fantasias. De igual maneira, os protestos de domingo deixaram claro o que já se pressentia e ocultava-se em vista de uma verborragia própria do cenário de fake política em que estamos: os fascistas não são maioria, nem tampouco são capazes de enfrentar uma autêntica onda de resistência. Seu barulho se deve apenas ao silêncio dos opositores. Nada além.

Acuados, o antigoverno e seus asseclas responderam com sua face mais genuínas, que é a de um ridículo pastiche pos-moderno do nazifascismo. Tomaram copos de leite e acenderam tochas. Também repetiram frases de ditadores derrotados. Tudo isso para redespertar um terror historicamente encravado mas que neles ganha um simples ar de farsa confusa, bem própria de suas iníquas proposições de pseudomilitantes.

Nisso tudo, o que se pode perceber é que, como nunca após 2018, o real voltou a circular a esfera da ação política. Neste, a montanha de mentiras virtualizadas não tem vez, e persevera a força dos fatos materialmente constituídos. Contudo, ainda é muito cedo para celebrar seu pleno retorno. Até agora, o que se constatou foi apenas a abertura de frestas. Há ainda muita coisa a ser desvelada nesse percurso.

De todo modo, o momento é de avanço e de luta. Não recuemos, e veremos enfim as coisas claramente. A práxis agora é nossa grande epistemologia, e o deserto político do real começa a ser suprimido. Vamos em frente.

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