Ficções e Poéticas

Sando queria enlouquecer e não sabia como. Desde pequeno, a ideia de abandonar a lógica normal por completo o atraía. Bastava olhar para um esquecido na praça, falando solitário entre as estátuas de bronze, que algo aflorava dentro de si. Queria ser louco, ficar sob olhares de estranheza. Quando chegou à adolescência, contou o desejo à mãe.

Julio, Castro, Amanda, Sandro, Irene. Amigos bem mais que juntos, embora aceitem o conflito e a separação. Apreciam-se então unidos, mas não raros são vistos apartados.

Denis queria escrever romances. Como quis em outros tempos ser pintor, escultor, fotógrafo e, no início da adolescência, comediante. Sua primeira imersão no mundo das palavras se deu pela poesia, no que fracassou. Em termos de estilo de época, seus versos não eram mais do que um simbolismo informe.

Serge tem um problema. Suas amizades não duram muito. Mas não é como o que ocorre com a maioria. As coisas se dão de forma inusitada.