Ficções e Poéticas

E aquilo que restou foi
o mesmo que morreu:
uma mão sobre a outra,
o vestido azul rodado
e, sabe Deus, o beijo
- sujo - de despedida
nunca dado.

Não era uma quarta-feira especial, no entanto, não era também um dia comum. Desde a chegada da pandemia, seguida pelo isolamento social, eu não mais havia visitado o Centro de Manaus.

Sentada sobre uma rua sem saída, de um penhasco para uma vista sobre o rio, perto do Porto da Manaus Moderna. Apreciava o pôr-do-Sol no horizonte... Sempre visitava quando podia, naquele mesmo horário, o cantinho que achara ao acaso que lhe rendia uma vista que acalmava seu coração. Tânia morava no subúrbio da capital amazonense, compartilhava a...

Um gado sozinho não destrói uma manhã.ele precisará sempre de secretarias de educação para formar novos gados e para matar quem não quiser ser gado.Precisa sempre de mais gente disposta a aumentar o gado.Precisa de reitores e gestores que aceitem e perpetuem a condição de gado,De um que sufoque gritos de insurgência.De alguns gados que...